Tema 23 - Espaço de interação e elaboração do Grupo 1.

Olá Elisângela, Raul, Eliane e Rosiley,

Nos textos postados por vocês foi discorrido muito bem sobre a pesquisa formativa desenvolvida por docentes e discentes. No entanto, senti falta de um relato mais detalhado sobre as características da pesquisa desenvolvida na escola de cada um e sugestões de ações para desenvolver na escola a pesquisa a partir de princípios educativos e formativos.

É importante também atentar para a orientação de que o texto deveria ter sido construído colaborativamente. Cada um de vocês postou um texto! Na construção do texto colaborativo todos participam juntos na elaboração de cada parte (item) do texto. Por exemplo, um integrante do grupo inicia o texto, o seguinte complementa e/ou insere novas ideias a partir da postagem inicial do colega, o terceiro continua a escrever a partir das ideias dos dois primeiros...

Assim, na versão final do texto que deve ser postada até dia 30 de maio, devem ser feitos os seguintes ajustes:
- Unir as ideias dos quatro textos postados em um só.
- Cada um deve relatar como é a prática da pesquisa no contexto da sua escola e propor ações para implantar e/ou implementar a pesquisa como princípio educativo e formativo.
- Limitar o tamanho do texto final a 03 páginas.

Vocês devem interagir e escolher quem fará a postagem final em um arquivo no formato .doc, com a formatação descrita no item 2.1 das orientações.

Qualquer dúvida, entrem em contato. Estou à disposição.

Dirce


Caros colegas

Preciso da contribuição de todos para postar um arquivo (.doc) em nome do grupo.

PROGETEC Rosiley Alves

Cara colega, verifique seu e-mail!!
Atenciosamente, Eliane Neves.


Saber Pensar

O ser humano faz questionamentos sobre diversas coisas que o cerca, porém na maioria das vezes não permite ser questionado existe a possibilidade na fala de deixar o outro dizer algo sobre a sua idéia, talvez a principio ocorra a falsa “aceitação” do questionamento.
Na maioria das vezes fazemos de tudo para que nossa idéia não seja questionada talvez por medo de mudança, receio em ouvir o outro, incerteza se aquilo que você está afirmando é realmente coerente. Quando não nos abrimos aos questionamentos seja próprio ou do outro, estamos fechando a porta da oportunidade de aprendizagem do desconstruir para que você tenha idéias mais acertadas.
As críticas nos permitem pensar, repensar e construir o novo mas para tanto devemos ter coragem de escutar o outro com interesse de aprender abrindo nossa visão de que aquilo que fiz pode estar bom para mim mas também não absolutamente.
Estamos habituados a críticas através de diálogos fervorosos, sem educação, com tom de voz agressivo e olhar fulminante é necessário uma mudança de comportamento para faze –la, devemos formular o argumento de forma precisa e objetiva. Criticar apenas por criticar é perca de tempo e não faz pensar; deve haver uma negociação de idéias eu reconstruo esta parte e você a outra e desta forma temos nova visão sobre determinado assunto.
Percebo que a sala de aula é um espaço excelente para aprendermos a questionar e sermos questionados, pois é um ambiente que abriga diferentes idéias, vivências e ansiedades. O professor deve se despir do seu “eu” e mais do que nunca deve estar receptivo a ouvir os alunos e construir idéias com eles ensinando que é possível trabalhar com as divergências de sem discussões, que é preciso saber falar, como falar e o momento adequado e principalmente faze- los pensar que antes de criticar devo conhecer sobre o assunto pois se quero conhecimento, desejo questionamentos.
Saber Pesquisar
Temos dificuldade em trabalhar pesquisa com nossos alunos, muitas vezes elencamos um (s) tema (s) e mostramos meios para que eles busquem respostas para tais questionamentos, ocorre que não definimos bem o objeto da pesquisa e não delimitamos deixando tudo muito solto, desta forma não chegamos a lugar algum pelo fato de não termos o objetivo da pesquisa. Na prática temos que mostrar o passo a passo aos nossos alunos como se fosse a receita de um bolo com seus ingredientes e modo de preparo, que ao ser produzido poderá será experimentado - questionado.
Temos que ter em mente que toda pesquisa pode ser questionada, desta forma não podemos deixar que o aluno reconstrua aleatoriamente, pois sua produção poderá ser questionada, melhorada servindo de base para si e também para outros. O aluno deve se sentir valorizado através do ato de pesquisar.
A pesquisa deve ser incentivada em nossos alunos desde cedo podendo ser através de situações simples em ambiente familiar, na escola ou outro espaço que seja possível, ao fazer isto, estamos buscando formar uma cidadania que sabe pensar por isso é um procedimento informativo, educativo não se enquadrando somente aos alunos mas aos professores.
O questionamento e a desconstrução são as peças chaves da pesquisa, ao buscar informações através de diferentes autores estamos otimizando o hábito da leitura e conhecimento variado que permite ao aluno entender e debater o mesmo assunto com uma visão diferenciada sendo ele capaz de assumir o papel de autor.
Não sendo incentivados à pesquisa a autoria fica cada vez mais limitada, pois o professor não foi incentivado à autoria e isto vai sendo repassado do início das séries até os níveis mais altos de estudo. A leitura está presente mas somente para “entender” a pergunta e responder conforme o questionário corrigido. Quando se trata de elaborar uma resposta com seu entendimento o aluno deixa em branco a questão ou não produz algo que faz referência ao assunto. O método de questionário se torna mais fácil para correção, o professor não precisa dispor de tanto tempo e atenção lendo e entendendo a produção do aluno já que os mesmos deveriam, mas não são habituados a leitura e passam a ter dificuldades com a autoria.
Elizangela


Rosiley Alves

Formalmente, saber pensar é uma habilidade de fundamentar ideias e argumentos. Esse exercício lógico requer habilidades formativas e educativas. Isso já faz parte do nosso cotidiano, estamos sempre numa reconstrução de todos os conceitos. Para formarmos uma opinião faz-se necessário o debate e a argumentação.
Saber pensar requer técnicas para pensar, argumentar, criar e concluir de forma racional e coerente. As idéias preconcebidas devem dar lugar à reflexão na inserção do “novo”. O educador hoje deve planejar sua aula baseando-se em projetos de pesquisa para que o aluno saia da condição de ouvinte/copiador para um ser que escolha temas para sua própria elaboração. Cabendo então ao professor incentivar seu aluno a construir seu próprio conhecimento.
Ensinar através da pesquisa requer maior comprometimento do professor em planejar um roteiro adequado, delimitar o conteúdo enfim, nortear a pesquisa para que o aluno não caia na armadilha do Ctrl+C e Control+V, pois assim não haverá a “construção do conhecimento”. E esse é o maior problema enfrentado na EEJAR. Nossos alunos preferem a facilidade e agilidade da cópia. Isso deve ser trabalhado principalmente no nosso público do Ensino Médio. Preciso instigar e incentivar os professores para aplicar essa metodologia de pesquisa de maneira mais eficaz no processo de ensino-aprendizagem.



A pesquisa formativa envolve de forma questionadora tanto o docente quanto o discente, embora muitos docentes não aceitam ser questionados no seu ensinar pelo seu aluno. Alguns alunos são questionadores do seu aprendizado outros se barrados sempre aceitarão o que lhe for imposto. Segundo Demo “questionar é bem mais fácil que ser questionado”, assim quando vamos questionar é necessário que façamos sempre de forma “positiva”, pois há diferentes interpretações podendo assim conforme nossa argumentação gerar ofensas.
Acredito que alguns docentes ainda bloqueiam o questionar dos alunos, limitando-os no seu pensar. Ainda há a necessidade de trabalhar o pensar de cada aluno, para que o mesmo saiba criticar e aceitar críticas para melhorar sua aprendizagem. É preciso saber ler, saber aprender para assim saber pensar.
Pesquisar para construir, desde o início da alfabetização na criança já conhece atividades que envolvem a pesquisa mais informal sem aspectos científicos. Com o passar do tempo se faz necessário a “objetivação” em uma pesquisa, que nem sempre é como queremos, mas sim feita de fatos que podem ou não agradar o autor. Para qualquer pesquisa é necessários critérios, sejam eles formais ou políticos, tanto que Demo define pesquisa como “questionamento reconstrutivo”. A atividade que envolve q pesquisa precisa sempre visar à autoria do aluno. Por isso devemos trabalhar desde os docentes que ainda não se adaptam ao questionar, receber crítica “positiva” ao aluno que se não se sente capaz de ser autor.
Há muito a aprender sobre como trabalhar a pesquisa propriamente dita em sala de aula, com toda sua teoria, critérios e visando a autoria de forma consciente pelo docente e consequentemente pelos discentes. Eliane Neves




Saber pensar é a unidade de contrários. Por mais que se busque ser lógico, formais, exatos em nossos pensamentos, não o são, pois a mente humana não é dinâmica.
Saber pensar é questionar. Questionamento implica em trabalho árduo, sistemático que começa com levar a sério o que se questiona. Tem-se que ler o que não se gosta para fundarmos a relação de cuidado e respeito. É o exercício meticuloso da contraleitura. Contraleitura bem feita tem inúmeras implicações: a)começar a ler bem, ler o livro por inteiro, não apenas resumos; b)aula não substitui autores, temos que estudar autores; c)é preciso captar as linhas e entrelinhas do texto e não uma leitura rápida; d)têm que se ler um autor para nos tornarmos autores também; e)só se lê bem se entra na leitura disposto a ser sujeito a aprender de outro sujeito; f)contraleitura implica desconstrução intrínseca. Contraleitura torna-se mais crucial ainda no mundo virtual, onde copiar torna-se ato comum. Havendo texto de tudo a tentação é ficar com o texto disponível, dispensando o esforço de fazer texto próprio.
É importantíssimo noção de pesquisa como principio educativo, formativo. Pesquisar sempre envolve procedimento metódico. Como conhecimento é questão de método, então produzir conhecimento necessita método. E isto distingue um discurso qualquer de um discurso científico: este é cuidadoso, metódico, sistemático e o outro é solto. Pesquisar é formalizar objetos de estudo, porque nossa mente entende o que ordena, padroniza.

Elaborar é a atividade preciosa no sentido de favorecer a autoria. Uma regra básica é que se aprende escrever, escrevendo, ou seja quanto mais se escreve mais elaborar se torna natural. Deve-se evitar em dissertações e teses alguns vícios corriqueiros, tais como: “considerações gerais”, ou seja, um discurso que nem começa e que nem acaba; uma introdução que não leva a nada, que acaba virando capítulo sem o ser, uma introdução tem que conter três componentes imprescindíveis: (i) tema a ser tratado, (ii) hipótese de trabalho e (iii) partes que vão compor o texto; falta de sistematicidade no texto; e a ordem do discurso, ou seja, uma falta de ordenamento das ideias tanto no sentido positivo quanto no sentido negativo. Raul Nunes


Atualizado em 30/05/2015
Devolutiva: O texto final atende às orientações iniciais.
É importante ressaltar as características da pesquisa discutida no texto. Que deve ser aquela que leva alunos e professores a interpretar, compreender e elaborar.
O desafio para o PROGETEC é propor situações de aprendizagem que levem à esse tipo de pesquisa com uso das telconologias digitais. O primeiro passo é que o PROGETEC se torne autor...
Também é relevante destacar que o texto final produzido pelo grupo propiciou a participação de todos, a interpretação própria e a contextualização das ideias apresentadas pelo autor.

Parabéns ao grupo!
Abraç@s
Dirce




Rosiley Alves
Formalmente, saber pensar é uma habilidade de fundamentar ideias e argumentos. Esse exercício lógico requer habilidades formativas e educativas. Isso já faz parte do nosso cotidiano, estamos sempre numa reconstrução de todos os conceitos. Para formarmos uma opinião faz-se necessário o debate e a argumentação.
Saber pensar requer técnicas para pensar, argumentar, criar e concluir de forma racional e coerente. As idéias preconcebidas devem dar lugar à reflexão na inserção do “novo”. O educador hoje deve planejar sua aula baseando-se em projetos de pesquisa para que o aluno saia da condição de ouvinte/copiador para um ser que escolha temas para sua própria elaboração. Cabendo então ao professor incentivar seu aluno a construir seu próprio conhecimento.
Ensinar através da pesquisa requer maior comprometimento do professor em planejar um roteiro adequado, delimitar o conteúdo enfim, nortear a pesquisa para que o aluno não caia na armadilha do Ctrl+C e Control+V, pois assim não haverá a “construção do conhecimento”.